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Luciano Hang tem contas do Twitter e YouTube suspensas após operação da PF

Luciano Hang tem contas do Twitter e YouTube suspensas após operação da PF
Imagem ilustrativa do Luciano Hang. Foto: Reprodução
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O empresário Luciano Hang, conhecido como ‘Véio da Havan’, teve seu perfil no Twitter excluído nesta quinta-feira (14). A decisão da rede social se dá após ordem judicial. Luciano Hang é um dos investigados de uma operação da Polícia Federal que mira empresários bolsonaristas que estavam em um grupo com a defesa de um golpe de Estado caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vença as eleições.

Hang foi alvo de uma ação de busca e apreensão e teve seu celular levado pelos policiais. O empresário disse que sofre “censura”. Na terça-feira (13), ele também teve seu perfil suspenso no Instagram, Facebook e TikTok. Na ocasião, publicou vídeo no Twitter, antes de ter a conta suspensa, em que diz estar triste.

“Hoje, um dia muito triste. Dia 23 de agosto de 2022, retiraram meu Instagram do ar. Com 5,2 milhões de seguidores. Tentaram me calar, mas somos muitos, somos milhões, e juntos nossa voz vai mais longe. Não existe democracia sem liberdade”, disse Hang.

Em nota, Hang criticou a medida e disse que foi censurado pela Justiça. “Tenho certeza de que este era o objetivo de toda esta narrativa armada contra mim: tentar me calar. Mas sigo tranquilo, pois tenho a consciência limpa e milhões de brasileiros ao meu lado. Desde que me tornei ativista político luto pela liberdade do cidadão e por um Brasil melhor, mais próspero e justo”, disse.

Os agentes da PF cumpriram, nesta terça-feira, mandatos em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará. O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, determinou não só o bloqueio dos perfis das redes sociais dos empresários investigados, como também das contas bancárias, a tomada de depoimentos e a quebra de sigilo bancário.

Durante a operação, a PF recolheu o telefone celular de Hang, que trabalhava na empresa por volta das 6h. “Em minhas mensagens em um grupo fechado de WhatsApp está claro que eu nunca, em momento algum, falei sobre golpe ou sobre STF. Eu fui vítima da irresponsabilidade de um jornalismo raso, leviano e militante, que infelizmente está em parte das redações pelo Brasil”, alegou.

Ele ainda apontou que faz “parte de um grupo de 250 empresários, de diversas correntes políticas” e que cada um tem uma opinião diferente. “Que eu saiba, no Brasil, ainda não existe crime de pensamento e opinião”, disse. Entretanto, praticamente todos os integrantes do grupo fizeram ataques ao STF, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a pessoas ou instituições que se opõem a Jair Bolsonaro.

 

 

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Fonte: Com informações de O Tempo e Yahoo

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