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Governo pretende acabar com saque-aniversário do FGTS, diz novo ministro do Trabalho

Governo pretende acabar com saque-aniversário do FGTS, diz novo ministro do Trabalho
FOTO: TON MOLINA / FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
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Luiz Marinho afirmou que gestão de Jair Bolsonaro foi irresponsável ao criar a modalidade

Recém-empossado ministro do Trabalho, Luiz Marinho afirmou que a nova administração federal pretende encerrar a modalidade de saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segundo ele, em entrevista ao jornal O Globo, o governo de Jair Bolsonaro foi irresponsável ao estimular esse uso do FGTS, pois “quando o cidadão precisar dele, não tem”.

Na visão do ministro, o fundo tem dois objetivos históricos: o primeiro é funcionar como uma base de investimentos para habitação, e o segundo é “a poupança do cotista, do trabalhador, para socorrer no momento da angústia do desemprego”.

Criada em outubro de 2019, a modalidade permite ao trabalhador sacar anualmente um percentual do saldo do FGTS, observados os valores constantes de uma tabela. Quanto menor for o saldo, maior o percentual do saque, podendo a alíquota variar de 5% a 50%.

Os cotistas do fundo que optam pelo saque-aniversário, no entanto, não podem resgatar o valor integral da conta em caso de demissão sem justa-causa — apenas será liberado o valor da multa rescisória.

Ao longo do tempo que está em vigor, o saque-aniversário do FGTS gerou um recurso extra anual para 28,6 milhões de trabalhadores que aderiram à modalidade, segundo dados de dezembro. Desde que foi criado, o saque-aniversário retirou quase R$ 34 bilhões do fundo.

Luiz Marinho foi confirmado em 22 de dezembro para comandar o Ministério do Trabalho. Em sua posse, ele afirmou que vai apresentar ao Congresso Nacional até maio uma política de valorização permanente do salário mínimo e até o primeiro semestre uma proposta de regulação de aplicativos.

O ministro também descartou uma revogação completa da reforma trabalhista e o retorno do imposto sindical. Marinho afirmou que irá retirar integralmente o projeto da Carteira Verde e Amarela do Congresso.

Marinho já ocupou a pasta entre 2005 e 2007, quando tornou-se ministro da Previdência Social. Em 2008 deixou o posto para concorrer à Prefeitura de São Bernardo do Campo, cidade que comandou por dois mandatos.

No final de dezembro, Marinho fez uma reunião informal com representantes de centrais sindicais e pediu ajuda para recriar pontes com os diversos setores em todas as regiões do país.

 

 

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Fonte: GZH Economia e Folha

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