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Governo brasileiro cobra autoridades espanholas após novo caso de racismo envolvendo Vini Jr

Foto: REUTERS
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Nota é assinada por cinco Ministérios do Governo do Brasil; Lula também já se manifestou em pronunciamento

O governo brasileiro se movimentou nesta segunda-feira (22) para cobrar ações efetivas após novo caso de racismo envolvendo o atacante Vinicius Junior. Cinco ministérios assinaram um comunicado (veja na íntegra ao final da matéria) em conjunto cobrando ações efetivas por parte das autoridades espanholas sobre o caso desse domingo (21).

A nota é assinada pelos ministérios de Relações Exteriores, do Esporte, da Igualdade Racial, da Justiça e Segurança Pública e dos Direitos Humanos e da Cidadania. Além de lamentar o ocorrido, o comunicado cobra por ações efetivas sobre a situação recorrente.

“O Governo Brasileiro lamenta profundamente que, até o momento, não tenham sido tomadas providências efetivas para prevenir e evitar a repetição desses atos de racismo”, diz parte do documento.

Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, relembrou que um acordo bilateral foi firmado com a Espanha, no início do mês, justamente para o combate ao racismo, à xenofobia e outras formas de discriminação.

“Notificaremos autoridades espanholas e La Liga. O Governo brasileiro não tolerará racismo nem aqui nem fora do Brasil! Trabalharemos para que todo atleta brasileiro negro possa exercer o seu esporte sem passar por violências”, publicou Anielle.

Os ministros de cada pasta se posicionaram de maneira individual, mas com o mesmo tom de cobrança às autoridades. A embaixada da Espanha também publicou nota condenando o novo episódio de racismo.

Leia nota completa do Governo

O governo brasileiro repudia, nos mais fortes termos, os ataques racistas que o atleta brasileiro Vinícius Júnior vem sofrendo reiteradamente na Espanha.

Tendo em conta a gravidade dos fatos e a ocorrência de mais um inadmissível episódio, em jogo realizado ontem, naquele país, o governo brasileiro lamenta profundamente que, até o momento, não tenham sido tomadas providências efetivas para prevenir e evitar a repetição desses atos de racismo.

Insta as autoridades governamentais e esportivas da Espanha a tomarem as providências necessárias, a fim de punir os perpetradores e evitar a recorrência desses atos. Apela, igualmente, à FIFA, à Federação Espanhola e à Liga a aplicar as medidas cabíveis.

O governo brasileiro tem atuado em cooperação com o governo da Espanha para coibir, reprimir e promover políticas de igualdade racial e compartilhar conhecimento e boas práticas para ampliar o acesso de pessoas afrodescendentes e imigrantes ao esporte com total intolerância a toda e qualquer prática discriminatória, com o apoio ao aperfeiçoamento das melhores práticas internacionais para promover a prevenção e o combate ao racismo, além de qualquer tipo de discriminação nas diferentes modalidades de esportes.

O racismo em Valencia x Real Madrid

No domingo, Vini acusou parte da torcida do Valencia de chamá-lo de “macaco” no segundo tempo. O jogo chegou a ficar paralisado por cerca de oito minutos. Nos minutos finais, o brasileiro foi expulso após confusão com o goleiro Mamardashvili.

Após a partida, o brasileiro usou as redes sociais para dois posicionamentos diferentes. Em um deles, o atacante disse que sua expulsão foi um “prêmio por sofrer racismo”. O atacante ironizou a postura da liga ao compartilhar o slogan da entidade que rege o Campeonato Espanhol.

LaLiga tinha registrado até o fim de março oito reclamações na Justiça por racismo contra Vinicius Junior nesta temporada. A liga espanhola criou em fevereiro uma comissão específica para lidar com casos relacionados ao brasileiro.

Em nota divulgada após a partida deste domingo, LaLiga declarou que vai investigar os “incidentes” ocorridos no estádio Mestalla. A liga também informou que já solicitou todas as imagens disponíveis para investigar o caso e, caso necessário, vai tomar “todas as medidas cabíveis”.

O Valencia, por sua vez, emitiu comunicado condenando “qualquer tipo de insulto, ataque no futebol”. O clube se declarou contrário à violência física e verbal nos estádios e lamentou o ocorrido no jogo contra o Real Madrid. Porém, classificou o caso como “episódio isolado” e prometeu tomar “as medidas mais severas” após investigação. Além disso, condenou qualquer ofensa e pediu “respeito máximo” à sua torcida.

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Fonte: Itatiaia / GE

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