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Damien Hirst queima obras de arte após colecionadores optarem por NFTs

Damien Hirst queima obras de arte após colecionadores optarem por NFTs
Imagem: Hannah McKay/Reuters
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O artista Damien Hirst começou a queimar diversas obras como parte do projeto artístico “The Currency”, cujo objetivo é mostrar que a arte nada mais é do que um negócio. Foram instaladas seis lareiras na galeria de Hirst, em Londres, e a destruição começou na última terça-feira (11). O projeto vai até dia 30 deste mês.

Considerado o artista mais rico do Reino Unido, Hirst criou, em 2016, 10 mil pinturas, todas com bolinhas coloridas. Cada uma tinha um título e um correspondente NFT (uma espécie de selo que atesta a autenticidade de um arquivo digital) e foi vendida por 2 mil libras. Os compradores tinham a opção de ficar com o NFT ou trocá-lo por uma obra física. Hirst deu um prazo, e mais de quatro mil pessoas decidiram fazer a troca; 5.820 compradores preferiram manter o NFT.

“Muitas pessoas pensam que estou queimando milhões de dólares em arte, mas não estou, estou completando a transformação dessas obras de arte físicas em NFTs, queimando as versões físicas”, escreveu Hirst no Instagram.

Questionado sobre como se sentiu ao queimar suas criações, ele disse: “Melhor do que eu esperava”. Nos dois últimos anos, de acordo com o jornal britânico The Guardian, o NFT explodiu no mercado de arte, com as casas de leilão conseguindo valores astronômicos com sua comercialização. Em março de 2021, a Christie’s vendeu Everydays: the First 5,000 Days”, NFT do artista digital Beeple, por 69 milhões de libras (cerca de 440 milhões de reais).

Hirst desenvolveu o projeto The Currency com a HENI , uma empresa internacional de serviços de arte. As vendas iniciais chegaram a 18 milhões de dólares.

 

 

 

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