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Brasil tem prejuízo de R$ 639,4 bilhões com desastres naturais nos últimos 11 anos

Brasil tem prejuízo de R$ 639,4 bilhões com desastres naturais nos últimos 11 anos
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A pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) considerou os desastres no período de 2013 a 2023

Nesta segunda-feira (20), a Confederação Nacional de Municípios divulgou uma pesquisa que ostra que o Brasil sofreu com um prejuízo de R$ 639,4 bilhões devido a desastres naturais ocorridos entre 2013 e 2023.

De acordo com o levantamento, os desastres afetaram cerca de 5.233 cidades e mais de 400 milhões de pessoas. Nesse sentido, foram registradas 2.667 mortes por desastre naturais. O recorte da pesquisa leva em consideração que uma mesma pessoa pode passar por mais de um desastre ao longo dos anos.

Por isso, do valor total dos prejuízos, quase R$ 191 bilhões foram provocados pelas chuvas, enquanto outros R$ 347,4 bilhões vieram em consequência da seca e estiagem. “Os dados revelam a urgência nas ações integradas entre os entes federados nas ações de prevenção e gestão de riscos e desastres”, disse o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski.

Setor mais afetado

Ainda segundo a pesquisa, o setor mais afetado pelos desastre naturais foi o setor agrícola, com prejuízos que podem chegar a R$ 271 bilhões. Em seguida, está o setor da pecuária (R$ 86,6 bilhões), instalações públicas de saúde (R$ 85,8 bilhões), abastecimento de água potável (R$ 45,3 bilhões), infraestrutura (R$ 38,9 bilhões) e habitação (R$ 36,2 bilhões).

A Confederação Nacional dos Municípios calcula que, neste período, o Governo Federal autorizou apenas R$ 9,5 bilhões em repasses para ações de gestão de riscos, preparações, prevenções, planos de contingência, planos emergenciais, reconstruções de áreas danificadas, entre outros.

“A CNM destaca que, desconsiderando os restos a pagar e analisando apenas o que foi efetivamente pago, o governo federal repassou apenas R$ 3 bilhões aos municípios para ações de proteção e defesa civil, o que representa somente 32% do valor do valor prometido”, apontou trecho do relatório.

Foto destaque: Reprodução/REUTERS

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