A professora e sindicalista Beatriz Cerqueira, do PT, lança neste domingo, dia 26, em Ipatinga, às 14h30, sua candidatura a deputada estadual. O evento ocorrerá na rua Teresópolis, 245,  Veneza I. Participarão do encontro militantes de esquerda, movimentos sociais, sindicalistas e candidatos a deputado federal. Na sequencia, a candidata seguirá para o trevo do Jardim Panorama, onde a candidata ao Senado, a ex-presidenta Dilma Rousseff, realiza ato público às 16h.

A candidatura de Beatriz Cerqueira representa uma construção coletiva, a partir dos anseios dos movimentos sociais que caminharam juntos contra o golpe de 2016 e que retira direitos dos trabalhadores para favorecer o capital.  A articulação política que culminou com a candidatura de Beatriz Cerqueira se iniciou a partir das mobilizações de 1º de Maio (encontro de movimentos sociais) e de 7 de Setembro, com o Grito dos Excluídos, dentre outros.

A partir daí, além da  luta em defesa do piso salarial nacional foram se incorporando outras pautas estaduais, construídas conjuntamente com os demais movimentos sociais, como a defesa de mulheres na política, direitos de negros e negras, Lula Livre, LGBT, jovens trabalhadores e trabalhadoras e nenhum direito a menos.

À frente do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira empreendeu batalha ao lado da categoria pelo Piso do Magistério na rede estadual, aprovado em 2015, bem como pela desconstrução das medidas adotadas pelos Governos Aécio-Anastasia que achataram o salário dos trabalhadores e trabalhadoras em educação, com a instituição do subsídio e congelamento da carreira em 2011. Entre 2016 e 2018, à custa de greves e paralisações, foram aprovadas duas emendas à Constituição do Estado de Minas Gerais para inibir tentativas de usurpar direitos dos servidores públicos. Além disso, defendeu arduamente a realização de concursos públicos contra a precarização das relações de trabalho.

Foi a primeira mulher a presidir a CUT Minas. Com isso, ampliou-se o leque de alianças políticas e a percepção da necessidade de uma candidatura que representasse todo esse contexto, posicionando a disputa política que ocorre no País hoje, após o golpe de 2016, como uma verdadeira luta de classes para manter os privilégios do capital. Para tanto, participou ativamente das mobilizações contra as reformas trabalhista e da previdência, que usurpam direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.  

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