Prefeitos da microrregião de Caratinga estiveram reunidos nessa terça-feira (7) no Fórum Emergencial para tratar da dívida do Governo do Estado com os municípios. Assim como ocorreu em Governador Valadares, os chefes do Executivo reforçaram as paralisações às sextas-feiras de todas as repartições municipais e também de um ato de protesto no dia 21 de agosto em Belo Horizonte, apoiado pela Associação Mineira dos Municípios e também outras entidades.

Anfitrião do Encontro, o prefeito de Caratinga, Dr. Welington Oliveira, destacou que não há recursos nas Prefeituras para assegurar serviços da Educação e Saúde já para o próximo mês. “Não só Caratinga, mas a maioria dos municípios, estarão em sérias dificuldades, principalmente para o pagamento do transporte escolar e dos profissionais da Educação. A Saúde tem sido a maior vítima de todas. A falta de recurso em Caratinga beira os R$ 19 milhões”, afirma.

Diretor da AMM e prefeito de Vargem Alegre, Neudmar Campos, chamou os prefeitos para se unirem em prol das ações discutidas no Fórum. “Temos que pressionar para pegar o que é nosso direito. O Estado está brincando de administrar e nós não podemos brincar com a população”, disse.

21 de agosto

O prefeito de Governador Valadares, André Merlo, afirmou que ainda não houve mudanças da parte do Governo Estadual desde que o Fórum foi realizado em GV. Caso não haja solução até o dia 20 de agosto, o chefe do Executivo pede aos prefeitos que participem do ato de protesto em BH. “No dia 21, a AMM está convocando todos os prefeitos dos 853 municípios para estarem em Belo Horizonte fazendo uma grande manifestação. Temos que estar todos juntos, de mãos dadas”, afirma.

Fórum Emergencial

Prefeitos da região Leste de Minas buscam soluções para enfrentar a falta de repasses de recursos vindos do Governo Estadual. Segundo os prefeitos, repasses do ICMS, IPVA, FUNDEB/ICMS e IPVA não estão sendo realizados. Todos esses recursos são garantidos pela Constituição. Estimativa feita pela Associação Mineira de Municípios (AMM) aponta que a dívida acumulada está em cerca de R$ 6,5 bilhões.

Na sexta-feira (3), várias prefeituras, incluindo as do Vale do Aço, aderiram ao movimento e fecharam as portas em protesto contra o Governo Estadual. A paralisação está mantida para esta semana.

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