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Sidônio Palmeira completa 5 meses na Secom sem avanços na popularidade de Lula

Sidônio Palmeira completa 5 meses na Secom sem avanços na popularidade de Lula
Foto: Brenno Carvalho/O Globo

No início de 2025, uma das estratégias do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para recuperar a imagem do governo foi a mudança na liderança da Secretaria de Comunicação Social (Secom). O marqueteiro Sidônio Palmeira assumiu o cargo, sucedendo o ex-ministro Paulo Pimenta, conhecido como um “petista raiz”.

A mudança visava modernizar a comunicação do governo, priorizando a presença digital e promovendo um diálogo mais próximo entre o presidente e a população. A nova fase também trouxe alterações na equipe, com a inclusão de profissionais provenientes da gestão do prefeito de Recife, João Campos (PSB).

Entre os compromissos estabelecidos por Sidônio, estava o plano de aumentar a presença de Lula na mídia por meio de entrevistas sem limites de tempo. Contudo, até o momento, só foram realizadas duas coletivas no Palácio do Planalto: uma em janeiro e outra em junho. Membros da Secom sugerem que essas conferências sejam mensais.

A intensificação das viagens presidenciais foi outra medida anunciada. Em maio, Lula afirmou que voltaria a “fazer política” por todo o país para combater a desinformação. “Vou começar a andar por este país porque não podemos permitir que as mentiras ganhem espaço”, disse ele em evento no Mato Grosso.

Desafios digitais e pendências na comunicação

Desde que assumiu a Secom, Sidônio se dedicou a ampliar a presença digital do governo para enfrentar fake news, considerado um dos fatores que dificultam a comunicação eficiente da gestão. A situação é ainda mais complexa, pois o presidente não possui telefone celular, o que limita seu acesso a informações digitais, dependendo de intermediários como a primeira-dama Janja da Silva.

Uma de suas estratégias foi a abertura de uma nova licitação para contratar empresas especializadas em comunicação digital. Sidônio afirmou: “Iremos fazer uma nova licitação. A anterior não atende mais às nossas necessidades e será encaminhada o mais rápido possível.” O objetivo era finalizar o edital ainda no primeiro semestre, mas o lançamento está previsto para esta semana.

Crises e dificuldade em controlar a narrative

Apesar das tentativas de reestruturação, o governo continua enfrentando desafios na gestão de crises relativas a temas delicados. Um exemplo foi a polêmica sobre a proposta da Receita Federal para aumentar a fiscalização em transações bancárias, que levou a especulações sobre a taxação do Pix. Diante da pressões, a proposta foi revogada.

Outro problema persistente é a questão dos descontos indevidos do INSS. Após a revelação do escândalo pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, o governo ainda está se esforçando para esclarecer a situação. A gestão argumenta que as fraudes começaram em 2019, na administração de Jair Bolsonaro, mas uma pesquisa da Quaest, divulgada em 4 de junho, aponta que 31% dos entrevistados acreditam que o governo Lula é o principal responsável.

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