O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta segunda-feira (9) que a deputada Carla Zambelli (PL-SP) deve ter seu mandato cassado, após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão. A parlamentar deixou o Brasil na semana passada e atualmente se encontra na Itália.
Segundo Motta, não há mais a possibilidade de a Câmara deliberar sobre a manutenção da prisão, uma vez que a ação penal contra Zambelli já transitou em julgado. “Quando um julgamento é concluído no STF, a decisão judicial deve ser cumprida. O procedimento a ser seguido será o regimental para atender à determinação do Supremo”, declarou o presidente durante um evento do Valor Econômico em São Paulo.
O presidente lembrou que, embora respeite as prerrogativas parlamentares, considera o caso “atípico” e “sem precedentes”. Ele mencionou que, no momento dos embargos, a deputada optou por deixar o país, sugerindo que, por possuir cidadania italiana, pensou ter uma chance de evitar a possível condenação. A análise dos embargos foi antecipada pelo STF em razão dessa decisão de fuga.
Carla Zambelli foi condenada por sua participação na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao lado do hacker Walter Delgatti Neto. No último sábado, o ministro Alexandre de Moraes mandou executar sua prisão definitiva.
O Ministério da Justiça informou que solicitará a extradição da deputada ao governo italiano. Zambelli, que possui dupla cidadania, teve seu nome adicionado à lista de foragidos internacionais da Interpol na última quinta-feira (5), um dia após chegar à Itália.
Mesmo fora do país, Zambelli conseguiu uma licença da Câmara por 127 dias, citando motivos de saúde e interesses particulares. Motta esclareceu que a licença também permite ao suplente, Coronel Tadeu, assumir temporariamente a vaga.







