No último dia 11, por volta das 15h, a Polícia Militar conduziu um aluno autista de 9 anos na Escola Municipal Professora Maria Aparecida Martins Prado, localizada no bairro Alphaville, em Timóteo. A criança, que possui diagnóstico de TEA (Transtorno do Espectro Autista), TOD (Transtorno Opositivo Desafiador) e TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), teve uma crise em sala de aula, levando a equipe da escola a chamar a PM após tentativas de intervenção falharem.
Segundo o prefeito de Timóteo, Capitão Vitor, a situação começou em meio a um desentendimento sobre o local onde a criança deveria se sentar. A sala possui apenas seis crianças e é acompanhada por dois profissionais. Durante a intervenção, a professora foi arranhada no rosto pelo aluno. A direção foi chamada e, conforme o prefeito, a situação se intensificou quando o diretor chegou ao local, provocando uma reação mais forte do aluno.
“Realizamos ligações para o Conselho Tutelar, mas não obtivemos atendimento. Assim, a Polícia Militar foi acionada pelo número 190”, afirmou Vitor. Ele também destacou que a PM seguiu os protocolos padrões e que o aluno foi contido e colocado na viatura devido à falta de alternativas. O estudante foi levado ao Conselho Tutelar, mas não houve qualquer informação de lesões durante a ocorrência. O prefeito ressaltou a necessidade de melhorias nos protocolos de atendimento para crianças com deficiência, mencionando que os policiais “não estão devidamente capacitados” para lidar com esses casos.
O vereador Dr. Lair Bueno, por outro lado, classificou a ação da PM como equivocada, apontando que o procedimento viola o Estatuto da Criança e do Adolescente. Ele sugeriu que, em situações de crise, o correto seria contatar os pais e utilizar educadores treinados para atender às necessidades de crianças com deficiência, uma exigência legal. Segundo informações do gabinete do vereador, quando os responsáveis chegaram, a criança já estava na viatura. Um boletim de ocorrência foi registrado, e o estudante permaneceu no Conselho Tutelar por mais de duas horas, sendo liberado após as 18h30. A Secretaria Municipal de Educação também foi acionada para acompanhamento do caso.
Os Canais VOX tentaram contato com a assessoria da Prefeitura de Timóteo e do 58º Batalhão de Polícia Militar, mas estão aguardando retorno.







