No dia 4 de junho de 1988, Coronel Fabriciano e o Vale do Aço vivenciaram um dos episódios mais tristes da sua história. Por volta das 17h15 daquele sábado, uma tragédia entristeceu a cidade e marcou profundamente a vida de uma família.
As irmãs Maira Gomes da Silva, de apenas cinco anos, e Marina Gomes Alves da Silva, de dois, foram vitimadas por dois leões que romperam as jaulas durante uma apresentação do Circo Húngaro, localizado na rua São Sebastião, no bairro Santa Helena. Infelizmente, as crianças, apesar de socorridas, não resistiram aos ferimentos.
Leopoldo de Almeida Signorelli, então com 28 anos e apontado como o proprietário do circo, e Jefferson Weber Conceição, o domador dos leões, além do gerente do circo, Dorival Garrido Feitosa, foram denunciados por homicídio culposo. Para a indignação da sociedade fabricianense e da família das vítimas, nunca foram punidos.
Os pais de Maira e Marina, Raimundo Arruda da Silva e Maria Joana Mercês Silva, faleceram há menos de dez anos, mas o clamor por justiça persiste. Quase quatro décadas depois, o advogado da família, Dr. Pedro Alcântara, atualizou a situação da disputa judicial que busca responsabilizar os acusados. Ouça a entrevista completa nos canais da VOX.
O caso ainda impacta a comunidade local e um lembrete sobre a necessidade de protocolos de segurança em eventos que envolvem animais selvagens. Até hoje, a reportagem VOX busca informações sobre os acusados, que permanecem em silêncio.







