Na madrugada de 29 de maio, o cantor de funk, MC Poze do Rodo, nome artístico de Marlon Brandon Coelho Couto, foi detido em sua residência no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A prisão foi concretizada por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), em decorrência de investigações que o ligam ao tráfico de drogas e por supostamente promover apologia ao crime através de suas letras e performances.
A operação aconteceu por volta das 5h, com a execução de um mandado de prisão temporária. O artista foi encaminhado para a Cidade da Polícia, localizada no Jacarezinho, onde permanece sob custódia, sem prestar declarações, mas demonstrou descontentamento com o uso de algemas durante a abordagem.
Segundo informações da DRE, os shows de MC Poze são realizados predominantemente em comunidades sob controle do Comando Vermelho, sempre acompanhados por traficantes armados. A Polícia Civil alega que esses eventos não apenas garantem segurança ao cantor, mas também fortalecem financeiramente a facção criminosa.
A investigação revela ainda que seu conteúdo musical incita o tráfico de drogas, a utilização de armamentos ilegais e provoca confrontos entre grupos rivais. A operação foi usada após a divulgação de imagens de um recente show em que vários criminosos estavam armados, que ocorreu algumas horas antes do assassinato do policial civil José Antônio Lourenço durante uma operação em uma comunidade do Rio.
A Polícia Civil afirma que as apresentações de MC Poze servem como uma ferramenta para a facção aumentar a receita advinda da venda de drogas e da compra de armas. Em comunicado, a polícia declarou que “as letras transcendem os limites da liberdade de expressão e artística, caracterizando crimes graves de apologia ao crime e associação para o tráfico”.
MC Poze é um dos ícones do funk carioca atual, com mais de 15 milhões de seguidores nas redes sociais. Famoso por músicas como “Vida Louca”, “A Cara do Crime” e “Me Sinto Abençoado”, ele aborda a realidade das favelas cariocas, discutindo corrupção, tráfico e ostentação. As apurações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e financiadores dos eventos ligados à facção.







