O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (4) um aumento nas tarifas sobre as importações de aço e alumínio para 50%. Esta medida poderá intensificar a atual guerra comercial que teve início após seu retorno ao poder em janeiro. Desde então, Trump tem implantado tarifas alfandegárias que geraram tensões com parceiros comerciais e desencadearam negociações internacionais.
O novo aumento dobra a alíquota anterior de 25%, que havia sido aplicada em março deste ano com a intenção de estimular investimentos nas indústrias americanas. As novas tarifas não se limitam apenas ao aço e alumínio, mas também afetam setores como o automotivo e, em um futuro próximo, deverão alcançar os segmentos farmacêutico e de semicondutores. Vale destacar que essas tarifas são atualmente as únicas não suspensas por uma recente decisão judicial.
Justificativa do governo americano
O decreto presidencial, que começou a valer à 0h01 (horário de Washington), argumenta que o aumento das tarifas é necessário para assegurar a sustentabilidade das indústrias locais. No texto, é afirmado que “embora as tarifas anteriormente impostas ao aço e ao alumínio tenham oferecido suporte importante aos preços no mercado americano, ainda não possibilitaram que estas indústrias mantenham a taxa de utilização da capacidade de produção essencial para sua viabilidade a longo prazo”.
Ademais, a elevação tarifária visa “proporcionar maior apoio a essas indústrias e reduzir ou eliminar as ameaças à segurança nacional trazidas pelas importações de produtos de aço, alumínio e seus derivados”.
Impactos nos fornecedores
No ano passado, os Estados Unidos importaram quase metade do aço e alumínio consumidos no país. O Canadá se destaca como o principal fornecedor, seguido pelo Brasil e México, que exportam especialmente para os setores automotivo e de construção civil. A Argentina ocupa a sexta posição entre os fornecedores de alumínio.
O México foi quick to react, divulgando, na terça-feira (3), sua intenção de solicitar formalmente a exclusão das novas tarifas. O secretário de Economia, Marcelo Ebrard, qualificou a medida como “injusta, insustentável e inconveniente”.
Por outro lado, o Reino Unido permanece isento do novo aumento, mantendo uma tarifa de 25% em virtude das negociações comerciais iniciadas no mês passado. O governo britânico expressou satisfação com a decisão e continua a colaborar com os EUA para finalizar o acordo.







