Em um movimento emblemático, cerca de 350 artistas interditaram o acesso a suas músicas em serviços de streaming de Israel, em uma ação denominada No Music for Genocide (“Sem Música para Genocídio”). Entre os nomes de peso que apoiam a causa estão a artista venezuelana Arca, o grupo de jazz BadBadNotGood e a banda britânica Massive Attack, que já tem shows agendados no Brasil para novembro.
Em uma carta divulgada no site da iniciativa, o coletivo afirma: “Mais de 400 artistas bloquearam e retiraram suas músicas do território israelense em resposta ao genocídio em Gaza, à limpeza étnica na Cisjordânia, ao apartheid em Israel, e à repressão política contra os esforços pró-Palestina em qualquer parte do mundo”.
O texto ainda faz referência ao sucesso do boicote cultural contra o apartheid da África do Sul como exemplo do impacto que tais movimentos podem exercer. A carta ressalta que, assim que a Rússia invadiu a Ucrânia, grandes gravadoras retiraram seus catálogos do país, enquanto nenhum passo semelhante foi dado em relação a Israel, após décadas de ocupação ilegal e os últimos 23 meses de genocídio acelerado.
Dentre os artistas que fazem parte dessa lista, destacam-se também nomes da música eletrônica como Erica de Casier, Kelman Duran, Oklou, Nick Léon e Kelela. Do hip-hop, Saul Williams e Ana Tijoux também manifestaram seu apoio. Porém, a carta não conta com a participação de artistas brasileiros, exceto pelo selo Tijolo, que atua em Nova York e São Paulo.
Ainda exemplificando a relevância do movimento, cerca de 50 organizações de diferentes setores, incluindo a rádio britânica NTS e os selos N.A.A.F.I. (México) e TraTraTrax (Colômbia), também reforçam a mensagem de boicote.
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