Durante uma entrevista publicada na madrugada desta quinta-feira (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) justificou o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e enfatizou que o governo não pode sempre ceder diante das pressões externas.
A fala do presidente, que também defendeu o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vem em um momento em que o chefe da equipe econômica enfrenta considerável desgaste devido à discussão em torno do IOF.
Em sua participação no podcast Mano a Mano, apresentado pelo rapper Mano Brown, Lula afirmou: “O IOF do Haddad não tem nada demais”. O presidente argumentou que o ministro pretende que plataformas de apostas online e fintechs paguem impostos mais altos.
O governo busca aumentar a arrecadação para atender às exigências fiscais, evitando cortes adicionais nas despesas. Embora o aumento do IOF tenha sido decretado em maio, houve uma reversão parcial em resposta à reação negativa.
Haddad negociou um aumento menor no imposto, aliado a outras medidas de arrecadação, como o fim da isenção de IR para investimentos em LCA e LCI, além do aumento de impostos para as apostas e juros sobre capital próprio (JCP).
Recentemente, a Câmara dos Deputados aprovou um requerimento para acelerar a tramitação de um projeto que anula as alterações feitas no IOF, representando uma derrota para o governo.
Lula destacou: “Estamos atingindo setores que geram lucros substanciais e que pagam pouco. As bets pagam apenas 12%, e queremos que aumentem para 18%. Eles lucram bilhões e não desejam contribuir proporcionalmente”.
Ele ainda mencionou as dificuldades de governar pela minoria de seu grupo político no Congresso, e comparou o Brasil pós-Jair Bolsonaro à Faixa de Gaza em termos de destruição.
“Eu olho para a devastação na Faixa de Gaza e penso no Brasil que encontramos. Não havia ministérios essenciais, como o do Trabalho e de Direitos Humanos. Foi uma destruição intencional”, disse Lula.
Leia Também: Lula anunciará crédito para entregadores comprarem motos elétricas







