O dólar apresenta uma desaceleração no mercado à vista, acompanhando a queda da moeda americana no exterior. Um clima positivo para investimentos de risco impulsiona preços de petróleo e minério de ferro nesta segunda-feira (24).
O mercado reage com otimismo ao anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, previsto para 2 de abril, que deverá incluir tarifas direcionadas contra setores ou países, em um formato mais específico do que os padrões atuais. Espera-se que essas tarifas tenham aplicação imediata, embora alterações relevantes em setores como automóveis, semicondutores e medicamentos possam não ser reveladas nesse anúncio.
A China, por sua vez, reafirmou sua intenção de implementar uma política fiscal proativa em 2025, visando garantir uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em cerca de 5% para este ano. O Ministério do Comércio Chinês realizará uma coletiva de imprensa na próxima quinta-feira (27), aumentando as expectativas sobre possíveis medidas de estímulo econômico.
O presidente interino do Brasil, Geraldo Alckmin, declarou que o Brasil não se configura como um problema para os Estados Unidos, citando que apesar do déficit global, o superávit americano com o Brasil alcança US$ 25 bilhões.
Conforme o boletim Focus, a mediana da previsão para a inflação ajustada para os próximos 12 meses recuou pela sexta semana consecutiva, passando de 5,23% para 5,19%.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, embarcará para Paris de 30 de março a 2 de abril, para discutir questões relativas à transformação ecológica e à cooperação econômica entre Brasil e França. Já a ministra do Planejamento, Simone Tebet, participará de reuniões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Chile entre 27 e 29 de março.
Na Europa, o dirigente do Banco Central Europeu (BCE), Piero Cipollone, comentou que a recente valorização do euro e a queda nos preços de energia reforçaram os argumentos para a possibilidade de novos cortes nas taxas de juros na zona do euro. Dados do índice de gerentes de compras (PMI) da região sugerem que o crescimento do PIB poderá ser limitado a apenas 0,1% no primeiro trimestre deste ano, conforme análises da Capital Economics.
Saiba mais detalhes sobre as relações econômicas envolvendo dólar, Trump e a China nos links referentes às matérias relacionadas no portal.
Leia também: Lula pousa no Japão com agenda para expandir mercado e buscar acordo com Mercosul







