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Mortes no terremoto da Turquia e da Síria passam de 22 mil; sobreviventes são retirados com vida mais de cem horas sob escombros

Mortes no terremoto da Turquia e da Síria passam de 22 mil; sobreviventes são retirados com vida mais de cem horas sob escombros
Carros e edifícios destruídos em Kahramanmaras, Turquia, nesta terça-feira (7) — Foto: Adem Altan/AFP
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ONU estima que número de vítimas possa chegar a 40 mil. Equipes de resgate avançam nas buscas, enquanto moradores na Turquia se queixam da falta de estrutura dos edifícios, muitos deles novos

Cem horas de angústia e desespero, centenas de toneladas de escombros, um número de vítimas cada vez maior, resgates emocionantes e a dificuldade para a chegada de ajuda.

É com este balanço que o sul da Turquia e o norte da Síria fecham uma das piores semanas na história na região, após o terremoto de magnitude 7,8 que atingiu o local na segunda-feira (6).

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O número oficial de mortos por conta do tremor passa de 22 mil – a contagem quadruplicou desde segunda-feira (6), e a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que pode chegar a 40 mil.

O avanço das mortes tornou este terremoto o pior e mais mortal dos últimos 80 anos – superando outro tremor em território turco em 1999, que teve 17 mil mortos – e o sétimo mais mortal do mundo.

Mortes no terremoto da Turquia e da Síria passam de 22 mil; sobreviventes são retirados com vida mais de cem horas sob escombros
Escavadeira prepara sepulturas para as vítimas do terremoto em Hatay, Turquia — Foto: REUTERS/Umit Bektas

Até agora, estas são as principais informações sobre o terremoto:

  • Há 22.191 mortes confirmadas – 18,991 na Turquia e mais de 3.200 na Síria – levando em conta os balanços fornecidos pelo governo nacional e por grupos de resgate que atuam no noroeste do país, controlado por jihadistas e rebeldes.
  • O terremoto ocorreu na madrugada de segunda-feira (6) no povoado de Kahramanmaras, no sudoeste da Turquia, perto da fronteira com a Síria.
  • Cerca de 1.500 réplicas foram registradas após o primeiro tremor.
  • Milhares ainda estão desaparecidos, e mais de 50 mil ficaram feridos.
  • Mais de 70 países enviaram ajuda humanitária e equipes de resgate, que já chegaram aos dois países – a primeira equipe do Brasil embarcou nesta quinta.
  • O governo turco declarou estado de emergência por três meses em dez cidades.
  • O tremor durou cerca de um minuto e meio e teve um raio de alcance de 250 quilômetros, atingindo centenas de municípios.
  • O epicentro ocorreu a 10 quilômetros da superfície – profundidade considerada muito baixa e que explica, em parte, os efeitos devastadores.
  • O tremor também foi sentido em Israel, no Iraque, no Chipre e no Líbano. Não há registro de vítimas nesses países.
  • raio de alcance do tremor foi de 250 quilômetros e, portanto, foi fortemente sentido em centenas de municípios e cidades dos dois países.
  • Foi o pior terremoto desde 1939 na região, muito propensa ao fenômeno por ser uma área de encontro de placas tectônicas.
  • Mais de 70 mil pessoas ficaram feridas, e milhares ainda estão desaparecidas.
Menina em local de prédio que desabou após terremoto na Turquia — Foto: REUTERS/Dilara Senkaya

Também nesta sexta-feira (10), a ajuda humanitária começou a chegar na Síria – a região afetada pelo terremoto nesse país é controlada por rebeldes, rivais ao presidente do país, Bashar al-Assad, que é quem oficialmente recebe toda a ajuda enviada por outros países.

Bashar al-Assad, que visitou nesta sexta à região, é acusado de não estar distribuindo a ajuda por conta da rivalidade.

Por enquanto, o socorro na parte síria afetada pelo terremoto é feita quase toda por cerca de 3.000 Capacetes Brancos, o grupo de voluntários que atuam no país há anos.

Mulher se desespera após terremoto que deixou milhares de mortos na Turquia. — Foto: REUTERS/Kemal Aslan

Para acelerar o socorro à Síria, a ONU abriu nesta sexta-feira um corredor humanitário entre o sul da Turquia e o norte sírio. Ancara afirmou também estar estudando abrir as fronteiras na região para facilitar a entrada de ajuda no país vizinho. A OMS disse nesta sexta que os recursos de resgate e manutenção das operações na Síria estão perto de terminar.

Essa ajuda é crucial, também para sobreviventes e pessoas que tiveram suas casas destruídas – a Turquia estima em mais de 70 mil esses afetados só na Turquia. Eles passaram a noite sob temperaturas negativas e sem aquecimento, dependendo apenas da alimentação e mantimentos da ajuda internacional.

 

 

 

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Fonte: G1

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