Há mais de oito décadas fazendo Minas crescer. Na próxima segunda-feira, 12 de fevereiro, a Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) completa 85 anos de uma trajetória iniciada em 1933, quando um grupo de industriais mineiros arregaçou as mangas para criar a primeira entidade de classe com abrangência estadual em defesa do desenvolvimento do setor.

Os empresários, liderados por Américo René Giannetti, Alvimar Carneiro de Rezende e Euvaldo Lodi, além de sete sindicatos patronais, 25 empresas e um objetivo – “Promover o desenvolvimento e a prosperidade de todas as atividades industriais, atuando em prol de seus interesses e, também, dos interesses do país” – foram os responsáveis pela fundação da entidade, que até hoje atua no fomento à competitividade da indústria mineira.

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Desde que surgiu há 85 anos, o Sistema FIEMG promove o debate de grandes temas nacionais, sobretudo os que têm impacto sobre o desempenho da indústria e das economias mineira e brasileira. A atuação da entidade perpassa temáticas que interferem positivamente na vida de cada cidadão e no desenvolvimento industrial do país, como a aprovação da reforma Trabalhista em 2017 e o atual engajamento para a aprovação da reforma da Previdência neste ano, como exemplos mais recentes.

Ao longo de sua história a FIEMG participou da transformação e evolução da economia mineira. E cresceu com Minas, para apoiar os seus Sindicatos de Indústria – os sete sindicatos da época de sua fundação são hoje 139 – e suas empresas associadas saltaram das 25 de 1933 para mais de 64 mil em todo o estado.

A todas essas empresas, a FIEMG e seus sindicatos oferecem uma gama de serviços técnicos e operacionais para o desenvolvimento empresarial em diversas áreas como Educação; Inovação e Tecnologia; Economia Criativa; Negócios Internacionais; Atração de Investimentos; Competitividade Industrial; Sustentabilidade; Segurança e Saúde no Trabalho e Qualidade de Vida.

A história da FIEMG é marcada por grandes desafios e por conquistas igualmente importantes para Minas Gerais. O primeiro deles foi a Assembleia Nacional Constituinte de 1934, que norteou as bases da estrutura sindical brasileira por várias décadas. De novembro de 1933 a julho de 1934, o Brasil viveu sob a égide da Constituinte encarregada de elaborar a nova Carta Magna do país que substituiria a então Constituição vigente – a de 1891.  E a atuação da entidade não poderia ser mais exemplar.

Euvaldo Lodi, à época também deputado, foi escolhido por seus pares como relator do capítulo “Da Ordem Econômica e Social”. Como resultado, a promulgação da nova constituição trouxe como consequência a pluralidade e autonomia sindicais.

Educação e qualidade de vida, base de uma indústria forte

A educação é base para uma indústria forte e competitiva. Por isso, o Sistema FIEMG trabalha visando ofertar educação de qualidade com foco no aumento da produtividade da indústria em Minas Gerais. Entidades como o Serviço Social da Indústria (SESI) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) atuam para formar cidadãos qualificados, que participam de maneira autônoma, crítica e consciente da construção de um projeto de nação.

Nesse contexto, o SENAI é responsável pela formação profissional de capital humano para a indústria, assim como a prestação de serviços de assistência técnica e tecnológica ao setor produtivo, serviços de laboratório, pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico industrial.

Já o SESI oferta educação básica de qualidade, voltada não apenas para o aumento da produtividade da indústria brasileira, mas, sim, para o desenvolvimento da sociedade como um todo. Além disso, atua com Segurança e Saúde do Trabalho e Promoção de Qualidade de Vida dos trabalhadores levando lazer, esporte e cultura para os industriários e comunidade.

Casa da Indústria do Futuro

A Inovação e Tecnologia também são pilares de atuação da FIEMG em seus 85 anos. Um dos maiores exemplos do esforço da entidade em fomentar o desenvolvimento industrial em inovação é o Centro de Inovação e Tecnologia SENAI FIEMG (CIT). Criado em 2011, quando passou a administrar o Centro Tecnológico de Minas Gerais (CETEC), uma fundação pública estadual, o CIT herda o histórico de desenvolvimento tecnológico e de pesquisas voltadas à indústria e aos setores produtivos do estado.

Sediado em uma área de mais de 120 mil m² e quase 30 mil m² de espaços construídos –, os oito Institutos de Inovação e Tecnologia do CIT trabalham juntos por soluções inovadoras e, principalmente, específicas para cada desafio das empresas do estado.

Para o presidente da Federação, Olavo Machado Junior, a Federação cumpre com maestria sua tarefa de pavimentar o desenvolvimento de Minas Gerais e do Brasil, investindo em qualidade de vida, educação, tecnologia e inovação.

“A união de todos os setores e dos 139 sindicatos da FIEMG nos ajuda a construir não apenas uma indústria forte e competitiva, mas um estado e um país mais justo e melhor para se viver. É papel de nossa entidade ser agente primordial na construção de um projeto de país. Por isso, temáticas como educação, tecnologia, inovação e qualidade de vida são cada vez mais importantes neste contexto. É nisso que acreditamos, e é isso que a FIEMG tem feito em seus 85 anos”, destacou Machado Junior.

Sistema Indústria

Na virada da década 40, o Governo Federal, sob o comando de Getúlio Vargas, estabeleceu a obrigatoriedade de as indústrias com mais de quinhentos operários instalarem cursos de aperfeiçoamento profissional para seus trabalhadores. Como saída, o empresariado sugeriu a Vargas que o ensino profissionalizante ficasse sob a responsabilidade das federações sindicais patronais.

A iniciativa abriu caminho para a criação do SENAI, em 1942, e do SESI, em 1946, e estabeleceu os fundamentos de um sistema que se mostrou capaz de fomentar o desenvolvimento educacional, econômico e social do Brasil. Hoje, o SENAI e o SESI seguem firmes nos seus papeis de promover a educação e a qualidade de vida como pilares para a construção de uma indústria forte e capaz de inovar, de gerar negócios, empregos e oportunidades.

Em 1969, outro elo importante no desenvolvimento industrial de Minas Gerais foi criado, o Instituto Euvaldo Lodi (IEL). A entidade desde então executa programas de desenvolvimento regional da indústria mineira, além de promover a interação de centros de conhecimento e o setor industrial.

O Centro Industrial e Empresarial de Minas Gerais (CIEMG) é outra entidade que integra o Sistema FIEMG. O CIEMG atua pautado no associativismo, na representatividade e em parcerias estratégicas, promovendo a capacitação empresarial e incentivando a geração de novos negócios para a indústria mineira. Seu mote é desenvolver a atividade industrial no estado, por meio da solução em negócios, da capacitação de seus associados e da maior integração entre os atores do setor industrial.

Fazendo Minas crescer

No processo de atração de investimentos e na criação de novas indústrias em Minas Gerais, a FIEMG teve papel de destaque. Empresários e executivos ligados à entidade apresentaram projetos e estudos, que viabilizaram, por exemplo, a vinda e criação de grandes indústrias e o aumento da infraestrutura do estado.

A criação de empresas consolidadas e históricas de Minas Gerais como a CEMIG e a Usiminas, que trouxeram riqueza e desenvolvimento para o estado, além do estímulo à criação de um aparato institucional de apoio e promoção industrial formado por entidades como Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (INDI) e a Fundação João Pinheiro (FJP), sempre tiveram a Casa da Indústria como um de seus agentes principais.

Um dos atos mais simbólicos deste esforço ocorreu no dia 14 de março de 1973, quando o então presidente mundial da FIAT, Giovanni Agnelli, assinou com o Governo do Estado, na sede da Federação, em Belo Horizonte, o Protocolo de Intenções para implantação da FIAT Automóveis, em Betim. Inaugurada três anos depois, em 1976, a FIAT é hoje uma das líderes da indústria automobilística do Brasil.

Uma só indústria

O Sistema FIEMG é integrante do Sistema Indústria, liderado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A CNI é a entidade máxima do sistema sindical patronal da indústria e, desde a sua fundação, em 1938, trabalha para defender os legítimos interesses da indústria nacional e atua na articulação com os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de diversas entidades e organismos no Brasil e no exterior.

Representa 27 federações de indústrias e 1.250 sindicatos patronais, aos quais são filiadas quase 700 mil indústrias. Administra nacionalmente o SESI, o SENAI e o IEL. Com eles, compõe o Sistema Indústria, que congrega ainda as federações estaduais de indústrias e os sindicatos patronais.

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