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DIA NACIONAL DA LUTA ANTIMANICOMIAL

18 de maio é marcado como o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, uma data que nos convida à reflexão sobre a forma como a sociedade, historicamente, tratou as pessoas em sofrimento psíquico.  Esse movimento representa a defesa da dignidade, dos direitos humanos e do cuidado em liberdade para as pessoas que enfrentam transtornos mentais. Durante muitos anos, pessoas com sofrimento mental foram afastadas do convívio social e submetidas a internações prolongadas em manicômios e hospitais psiquiátricos, nos quais prevaleciam práticas de exclusão, violência, isolamento e desumanização.

A Luta Antimanicomial surge como uma crítica a esse modelo excludente de cuidado. Este movimento defende que pessoas com transtornos mentais têm direito à convivência familiar e comunitária, ao acesso à saúde, à autonomia e à construção de uma vida com dignidade. A partir da Reforma Psiquiátrica, novas formas de cuidado em saúde mental passaram a ganhar espaço, priorizando um atendimento mais humanizado e acolhedor. Nesse contexto, surgem os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

Os CAPS são serviços de saúde voltados ao atendimento de pessoas em intenso sofrimento psíquico, transtornos mentais graves e persistentes, e também de pessoas que fazem uso abusivo de álcool e/ou outras substâncias. Os CAPS possuem diferentes modalidades, organizadas de acordo com o público atendido e o porte do município. Esses serviços ofertam cuidado contínuo e acompanhamento multiprofissional, buscando compreender a pessoa para além de seu diagnóstico, considerando sua história de vida, vínculos, contextos e subjetividade. O cuidado, então, passa a ser construído de maneira compartilhada, respeitando as necessidades e possibilidades de cada pessoa.Não podemos falar de Luta Antimanicomial sem citar sobre os estigmas e preconceitos que ainda cercam o sofrimento psíquico. Infelizmente, ainda hoje, muitas pessoas seguem sendo julgadas ou até mesmo invalidadas devido aos transtornos mentais, o que reforça a exclusão e sofrimento vivenciados. É preciso ampliar as discussões sobre o tema, para que haja cada vez mais conscientização da população sobre o adoecimento mental e suas possibilidades de tratamento.

O 18 de maio nos lembra que a saúde mental deve ser construída com responsabilidade e empatia. É necessário enxergar o sujeito de forma integral, reconhecer sua história, suas potencialidades e seu direito de ocupar espaços na sociedade com dignidade e pertencimento.

 

Larissa Souza e Silva

Psicóloga – CRP 04/53514

Pós-Graduada em Saúde Mental, Psicopatologia e Atenção Psicossocial

@larissasouzapsi

[email protected]

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