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SAÚDE MENTAL DA MULHER

Durante todo o mês de março, devido ao Dia Internacional da Mulher, é comum serem abordadas diversas questões relacionadas ao universo feminino. Dentre esses assuntos tão importantes, trago destaque para a saúde mental da mulher, tema que merece cada vez mais espaço e atenção.

Ao longo dos anos, as mulheres conquistaram novos lugares na sociedade, ampliaram suas possibilidades e assumiram diferentes papeis. No entanto, junto com essas conquistas, vieram também acúmulos de responsabilidades que, muitas vezes, passam despercebidos, inclusive por nós mesmas. É comum que a mulher esteja, simultaneamente, envolvida com demandas profissionais, cuidados com a casa, com os filhos, com relacionamentos e, não raramente, com o bem-estar de toda a família. Essas múltiplas funções podem gerar uma sobrecarga silenciosa, marcada por um cansaço constante e sensação de insuficiência. Soma-se ainda uma pressão social para que a mulher dê conta de tudo com excelência. Há uma cobrança para que sejamos produtivas no trabalho, presentes com a família e emocionalmente disponíveis, tudo isso sem deixar o autocuidado de lado. Essas pressões gerar expectativas irreais e se tornar extremamente desgastantes.

Quando não conseguimos corresponder a esses padrões, sentimentos de culpa, frustração e autocrítica costumam surgir. Diante disso, a saúde mental pode sofrer impactos. Sintomas como ansiedade, preocupação excessiva, irritabilidade e cansaço podem ser sinais de que algo não vai bem. Infelizmente, muitas mulheres ignoram esses sinais, pois priorizam sempre o bem-estar do outro, colocando o cuidado consigo mesma em segundo plano ou, até mesmo, como uma atitude egoísta.

Cuidar de si mesma não significa apenas ter momentos pontuais de descanso e lazer, mas também envolve reconhecer os próprios limites, acolher as próprias emoções e compreender que não precisamos dar conta de tudo sozinhas. Além disso, ter uma rede de apoio é fundamental. Compartilhar responsabilidades, dividir tarefas e poder se expressar sem julgamentos contribui para nossa saúde emocional. Pedir ajuda não é sinal de fraqueza, mas de consciência sobre os próprios limites.

Falar sobre saúde mental da mulher é reconhecer que, por trás de tantas funções, existe um ser humano que também sente, que se cansa e precisa de cuidado. Cuidar da saúde mental é, antes de tudo, um ato de respeito consigo mesma.

 

 

Larissa Souza e Silva

Psicóloga – CRP 04/53514

Pós-Graduada em Saúde Mental, Psicopatologia e Atenção Psicossocial

@larissasouzapsi

[email protected]

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