Saúde mental na menopausa: quando o corpo fala e a mente pede cuidado
Sabe aqueles dias em que tudo parece demais? O humor oscila, a paciência encurta, o sono some, e até as pequenas coisas viram um turbilhão. Nem sempre é estresse, nem sempre é “drama” — às vezes, é a menopausa se manifestando também na mente. Durante essa fase, o corpo feminino passa por uma verdadeira revolução hormonal.
A queda do estrogênio e da progesterona, que antes mantinham nossos neurotransmissores equilibrados, pode mexer com o humor, aumentar a ansiedade, e até desencadear sintomas depressivos. Não é fraqueza, é fisiologia. Muitas mulheres se assustam ao perceber que já não têm o mesmo ânimo, a mesma leveza ou o mesmo foco.
Outras sentem irritação, choram sem saber por quê, e se culpam por não “darem conta” como antes. Mas é importante entender: o que muda não é só o corpo — é o cérebro reagindo à nova fase. Por isso, cuidar da saúde mental é tão essencial quanto cuidar dos hormônios. Conversar, fazer terapia, buscar atividades que tragam prazer, movimentar o corpo e nutrir a mente são formas de devolver o equilíbrio que o organismo está tentando reencontrar.
Nem toda irritação é falta de paciência. Nem todo choro é drama. Nem toda insônia é culpa do estresse. Às vezes, é o corpo pedindo cuidado — e a mente, pedindo escuta. A menopausa não é o fim de nada. É o começo de uma mulher nova, que precisa se reconhecer nesse novo ritmo e se permitir viver de outra forma — mais leve, mais inteira e mais consciente de si. Dra. Silvânia Menezes – Coluna Entre Amigas







