Outubro Rosa é tempo de união, acolhimento e transformação. Nesta série especial, nossa coluna vai trazer informação confiável, acolhedora e acessível para falarmos sobre prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce do câncer de mama.
Diretrizes oficiais para o rastreamento do câncer de mama no SUS
População-alvo e periodicidade recomendada
– Mulheres entre 50 e 69 anos: realização de mamografia bilateral a cada 2 anos, se não houver sinais ou sintomas de câncer de mama.
– Mulheres com risco elevado (histórico familiar forte, mutações genéticas, etc.): a conduta deve ser individualizada.
– Ultrassonografia pode ser usada como método adicional, mas não substitui a mamografia no rastreamento populacional.
– Mulheres com menos de 50 anos, sem fatores de risco, não fazem parte do rastreamento regular.
Organização no SUS
– O rastreamento faz parte do Programa de Detecção Precoce do Câncer de Mama e deve ser feito de forma organizada, com convite e monitoramento.
– Após o exame, deve haver retorno na atenção primária para avaliação dos resultados e encaminhamento.
Novas mudanças recentes
– Em 2025, o Ministério da Saúde anunciou que mulheres de 40 a 49 anos também poderão ter acesso à mamografia pelo SUS, mediante decisão compartilhada.
– Discussões também incluem a possibilidade de ampliar até os 74 anos em alguns protocolos.
Essas diretrizes servem como bússola para ordenar o rastreamento e equilibrar benefícios e riscos. Mas é importante lembrar: cada mulher é única — o histórico familiar, a densidade mamária, as comorbidades — tudo isso influencia nas recomendações ideais. Nas próximas matérias vamos falar mais sobre fatores de risco, até quando rastrear, quando indicar ressonância magnética, estudo genético e muito mais. Conto com você para essa jornada de informação entre amigas.
💗 Dra. Silvânia Menezes — Coluna Entre Amigas







