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Congresso de Educação Inclusiva em Fabriciano promove capacitação para educadores

Congresso de Educação Inclusiva em Fabriciano promove capacitação para educadores
Marcelo Augusto / Vox

O Sebrae Minas, em parceria com a Prefeitura de Coronel Fabriciano, através da Secretaria de Governança Educacional e Cultura, promove nesta segunda-feira (22/09), das 7h30 às 17h, o congresso “Todos os saberes e todos os olhares para a Educação Inclusiva”, no Centro Cultural Usiminas, em Ipatinga. Este evento é destinado a profissionais da rede municipal de ensino de Coronel Fabriciano.

De acordo com o secretário de Governança Educacional e Cultura, professor Carlos Alberto Serra Negra, a iniciativa é fruto de uma colaboração com o Sebrae e visa envolver diretores, vice-diretores, pedagogos, educadores infantis, professores da educação básica e monitores de apoio a pessoas com deficiência. Serra Negra ressaltou que a rede já realiza a inclusão no ensino regular e acolhe crianças com diferentes diagnósticos, afirmando que é essencial preparar ainda mais os profissionais, especialmente diante do aumento de casos relacionados ao Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O secretário também mencionou as políticas em andamento para a inclusão. “Além da presença de monitores de apoio em sala, contamos com salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE) que trabalham com sensibilidade, movimento e cores, entre outras atividades. Atualmente, todas as escolas do ensino fundamental têm AEE; na educação infantil, estamos implantando gradativamente, tendo em vista as especificidades das crianças de 0 a 3 anos”, disse.

A analista do Sebrae Minas, Gabriela Deboni, enfatizou que o objetivo do congresso é fortalecer práticas pedagógicas inclusivas no cotidiano dos educadores. “O congresso oferece conhecimento através de ferramentas, metodologias e experiências de profissionais qualificados, contribuindo para o dia a dia de professores e monitores. Brincadeiras, música e outras estratégias são fundamentais para o desenvolvimento das crianças e para que os educadores atinjam seus objetivos em sala de aula”, explicou.

Entre os palestrantes, o professor Luiz Vicente Ferreira, doutor em Educação pela USP e médico especializado em saúde pública e neurociências, abordará as neurociências aplicadas às neurodivergências. “É imprescindível uma formação continuada efetiva. Sabemos que alimentação e atividades físicas interferem de modo significativo e que práticas e medicamentos recentes são relevantes. O educador precisa de um repertório capaz de acolher e conduzir essas crianças com metodologias comprovadas, como ABA e TIT, transformando a teoria em prática”, destacou Ferreira.

Ferreira também falou sobre a importância de medidas de acessibilidade sensorial e o envolvimento de equipes multiprofissionais. “Alguns municípios já implementam sinais sonoros devido à hipersensibilidade auditiva. É necessário o trabalho integrado de neurologistas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas e psicomotricistas. Práticas como musicoterapia, psicomotricidade e dinâmicas, aliadas ao trabalho com as famílias e a conscientização dos colegas, ajudam a criar uma cultura inclusiva”, concluiu.

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