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Grande manifestação em São Paulo reúne 42 mil contra PEC da Blindagem e anistia

Grande manifestação em São Paulo reúne 42 mil contra PEC da Blindagem e anistia
© Paulo Pinto/Agência Brasil

Cerca de 42,4 mil pessoas se reuniram neste domingo (21) na avenida Paulista, na região central de São Paulo, para protestar contra a anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado e a chamada PEC da Blindagem, que exige autorização do Congresso para processar criminalmente deputados e senadores. A estimativa de público é do Monitor do Debate Político no Meio Digital, vinculado à USP (Universidade de São Paulo).

Ao todo, 33 cidades tiveram atos, incluindo todas as capitais. Os manifestantes, que criticaram o Congresso Nacional, pediram a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, já condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e organização criminosa, entre outros crimes.

Convocadas pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, ligadas ao PSOL e PT, as manifestações contaram com a presença de sindicatos, grupos estudantis, artistas e movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), além de outros partidos de esquerda e centro-esquerda.

“Nós estamos aqui na luta pela democracia contra a PEC da Blindagem, na luta contra todo o retrocesso do que foi conquistado em 1988,” afirmou Reginaldo Cordeiro de Santos Júnior, professor universitário.

A professora aposentada Miriam Abramo expressou sua preocupação com uma possível volta da ditadura no Brasil. “Estou aqui porque tenho 75 anos e eu vivi a época na qual você não tinha direitos de nada,” disse ela, ressaltando a importância de não permitir que a juventude espere 40 anos para escolher um presidente.

O professor de artes marciais Renato Tambellini também se manifestou, trazendo sua filha de 12 anos para mostrar a importância da participação popular. “Precisamos estar na rua mostrando que estamos apoiando isso para consolidar ainda mais a nossa democracia,” disse ele.

Tamikuã Txih, do povo Pataxó, ressaltou que a luta é de todos os povos. “Precisamos dizer que nós não aprovamos a PEC da Blindagem. Isso é uma angústia e uma vergonha para o Brasil que tem o Congresso articulando na cara do povo,” finalizou.

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