Em uma entrevista concedida à Folha de S.Paulo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, compartilhou que o governo está considerando três alternativas para lidar com a recente derrubada do decreto que aumentou o IOF. As possibilidades discutidas incluem:
- Entrar com uma ação judicial contra a decisão do Congresso.
- Buscar uma nova fonte de receita.
- Implementar um novo corte no orçamento que contemple a todos.
Haddad enfatizou que a decisão final caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele expressou a opinião de que a derrubada do decreto pode ser inconstitucional. Ao mencionar a posição dos juristas do governo, ele afirmou: “Questionar a decisão que, na opinião dos juristas do governo, é flagrantemente inconstitucional”. Ele também ressaltou que, sendo uma prerrogativa legal, tanto o Executivo quanto o Legislativo não devem se ofender em situações como essa.
Cuando questionado sobre sua posição pessoal, Haddad foi claro em defender a Constituição. “Se houver uma manifestação da PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) ou da AGU (Advocacia-Geral da União) indicando que o decreto legislativo é inconstitucional, meu compromisso é com a Constituição”. Ele acredita que o Congresso também se posicionará da mesma forma.
O ministro ainda revelou que soube da decisão da Câmara de votar a derrubada do decreto apenas na manhã da quarta-feira, dia 25, e que não tinha mantido contato com o presidente da Câmara, Hugo Motta. “Recebi uma ligação de Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais”, contou.
Adicionalmente, Haddad indicou que o governo deve apresentar em agosto uma proposta para corte de 10% nas isenções fiscais e comentou sobre a expectativa de disputas eleitorais acirradas nas eleições presidenciais de 2026, mas acredita que Lula estará “competitivo”.
Por fim, destacou que, durante o ano eleitoral, não deverá haver reajuste no Bolsa Família.







