Na última segunda-feira (16), o presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, assinaram um novo acordo comercial que visa a redução de tarifas sobre diversos produtos, com exceção do aço, que é um item crucial na balança comercial entre os países.
Segundo informações da agência Associated Press, as negociações continuam em andamento para a completa eliminação das tarifas sobre o aço, conforme estava previsto no acordo provisório anteriormente divulgado.
A assinatura do pacto ocorreu durante a cúpula do G7, realizada em Kananaskis, nas Montanhas Rochosas do Canadá. Este evento acontece em um cenário de tensões comerciais entre os Estados Unidos e seus aliados tradicionais, um contexto em que Trump busca ampliar sua política protecionista global.
Vale destacar que, em maio, Trump e Starmer já haviam anunciado um entendimento que previa cortes nas tarifas sobre a importação de automóveis, aço e alumínio britânicos. Em contrapartida, o Reino Unido se comprometeu a abrir mais seu mercado para produtos dos EUA, como carne bovina e etanol. No entanto, esse pacto não entrou em vigor de forma imediata, gerando incertezas entre empresários britânicos.
No início deste mês, a apreensão aumentou quando Trump elevou as tarifas sobre metais de vários países para 50%. Contudo, o presidente assegurou que a taxa para o Reino Unido ficaria em 25%.
Starmer declarou que o acordo está “em fase final de implementação” e deve ser concluído “muito em breve”. Trump, por sua vez, celebrou o impacto positivo desse acordo: “Esse pacto vai gerar muitos empregos e muita receita”, disse.
O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, indicou que o governo pode prorrogar a suspensão das tarifas recíprocas, cuja validade termina em 9 de julho. Em abril, Trump havia anunciado a aplicação dessas tarifas, aplicáveis a produtos de países em que os EUA possuem um déficit comercial, o que gerou reações políticas intensas e instabilidade nos mercados financeiros.
Adicionalmente, vale ressaltar que a suspensão inicial das tarifas por 90 dias foi uma estratégia para abrir espaço para novas negociações com os parceiros comerciais, sem afetar a sobretaxa mínima de 10%, que a administração Trump considera essencial para proteger o mercado interno.
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