Uma pesquisa realizada pela Genial/Quaest, divulgada na quarta-feira (4), revelou que o fim da jornada 6×1 é o projeto mais conhecido entre os brasileiros em relação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contando com o apoio de 60% dos entrevistados.
Embora a proposta tenha sido apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL) e protocolada há pouco mais de três meses, ainda não houve movimentação na Câmara dos Deputados. O projeto se destaca em popularidade, superando iniciativas do próprio governo, como a isenção do Imposto de Renda para rendimentos até R$ 5.000 e a ampliação do programa Vale Gás.
De acordo com o levantamento, 2.004 pessoas foram entrevistadas entre 29 de maio e 1º de junho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Durante um pronunciamento no 1º de Maio, Lula manifestou apoio ao debate sobre a redução da jornada de trabalho, que atualmente é de seis dias de trabalho e um de descanso.
Com a proposta de Erika Hilton, a PEC sugere a alteração do artigo 7º da Constituição, propondo uma jornada de trabalho de quatro dias semanais, o que geraria uma carga máxima de 32 horas semanais. Esse modelo já foi testado com sucesso em algumas empresas brasileiras durante projetos-piloto, onde a produtividade aumentou significativamente.
Desafios e Perspectivas
A proposta, no entanto, enfrenta resistência, especialmente entre setores como comércio e serviços, que a consideram inviável. Há uma expectativa de que a sua aprovação na Comissão de Constituição e Justiça e, posteriormente, em comissões especiais, será crucial para o futuro da iniciativa.
Enquanto o debate avança, os defensores da proposta argumentam que uma carga de trabalho reduzida pode trazer mais saúde e satisfação aos trabalhadores, além de um aumento na produtividade. A última redução formal da jornada de trabalho no Brasil ocorreu há 37 anos, e o contexto atual apresenta uma oportunidade para revisitar essas demandas em busca de um melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
“Está na hora do Brasil dar esse passo, ouvindo todos os setores da sociedade, para permitir um equilíbrio entre a vida profissional e o bem-estar de trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou Lula durante seu discurso.







