No dia 9 de outubro, o governo brasileiro expressou preocupação em relação à interceptação do veleiro Madleen pela Marinha de Israel, que resultou na detenção de 12 ativistas, incluindo o brasileiro Thiago Ávila. A embarcação fazia parte da missão internacional Flotilha da Liberdade e transportava suprimentos humanitários para a Faixa de Gaza.
Em uma nota oficial, o Itamaraty reafirmou a importância da liberdade de navegação em águas internacionais e exigiu a imediata libertação dos detidos. O governo também pediu que Israel suspenda as restrições à entrada de ajuda humanitária no território palestino, ressaltando as obrigações de Israel como potência ocupante.
Thiago Ávila, que estava na missão ao lado da ativista sueca Greta Thunberg, havia gravado um vídeo antes do embarque, prevendo a possibilidade de ser detido. Na postagem, afirmava: “Se você está assistindo a este vídeo, significa que fui detido ou sequestrado por Israel ou outra força cúmplice no Mediterrâneo”.
Sua esposa, Lara, relatou que recebeu mensagens sobre a interceptação da embarcação. O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, justificou a ação ao afirmar que o bloqueio marítimo visa evitar o envio de armamentos ao Hamas e declarou que o Madleen não tinha autorização para atracar em Gaza.
O Itamaraty informou que as embaixadas brasileiras na região estão em alerta para oferecer a assistência consular necessária, conforme estabelecido pela Convenção de Viena.







