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Zema: Ditadura Militar é uma questão de interpretação e promete indulto a Bolsonaro

Zema: Ditadura Militar é uma questão de interpretação e promete indulto a Bolsonaro
Foto: Zanone Fraissat/Folhapress

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), declarou que o regime militar que governou o Brasil entre 1964 e 1985 é uma “questão de interpretação”.

Essa afirmação foi feita em uma entrevista ao Folha de S.Paulo, quando Zema foi indagado sobre a possibilidade de conceder um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro, caso este seja condenado e Zema venha a ser eleito presidente em 2026.

O governador justificou essa possibilidade citando casos do passado: “Não foram concedidos indultos a assassinos e sequestradores aqui, durante o que eles chamam de ditadura?”, questionou. Ele foi indagado se não reconhecia o regime militar como uma ditadura e respondeu: “Nunca aprofundei no tema. Não sou historiador”.

Insistindo na relativização do período, Zema acrescentou: “Acho que é tudo questão de interpretação. Houve terroristas naquela época? Houve também. Então fica aí. Acho que os historiadores é que têm de debater isso. Eu preciso me preocupar, hoje, com Minas Gerais”.

Dados Históricos sobre o Regime Militar

Conforme a Comissão Nacional da Verdade, durante o regime militar, 434 pessoas foram mortas ou desapareceram devido à ação do governo militar — destes, 191 foram assassinadas, 210 desapareceram e 33 foram localizadas posteriormente. Além disso, a Justiça Militar recebeu cerca de 6 mil denúncias de tortura, num total que algumas estimativas apontam até 20 mil casos.

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