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Início da recuperação do Lixão da Ponte Mauá após 20 anos de abandono

Início da recuperação do Lixão da Ponte Mauá após 20 anos de abandono
Foto: PMT

Após duas décadas de abandono e várias disputas judiciais, a recuperação do antigo “Lixão da Ponte Mauá” será iniciada. A ordem de serviço foi formalizada na quarta-feira (4) pelo prefeito de Timóteo, Capitão Vitor Prado, durante uma reunião com o prefeito de Coronel Fabriciano, Sadi Lucca, na sede da Prefeitura de Timóteo.

A área degradada abrange aproximadamente quatro hectares e está situada em Coronel Fabriciano, à beira do Rio Piracicaba. Este espaço foi utilizado como local de descarte de resíduos sólidos entre 1992 e 2004. Em decorrência de uma ação civil pública, o local foi interditado e passou a exigir uma recuperação ambiental.

O projeto de restauração, estimado em R$ 9,4 milhões, será conduzido pela empresa EST Brasil Construções e Serviços Ltda, vencedora do processo licitatório. A supervisão e a gestão das obras serão responsabilidade da MN Engenharia e Consultoria Ltda. Os fundos necessários provinham de repasses da mineradora Samarco, em função das ações de reparação ambiental na Bacia do Rio Doce.

Capitão Vitor Prado comentou:

“A responsabilidade pelo dano é de gestões passadas, mas agora estamos virando essa página com ações concretas. Na semana do meio ambiente, este projeto simboliza nosso compromisso com a reparação e preservação.”

O prefeito Sadi Lucca também ressaltou que, embora a degradação não tenha sido provocada pelas administrações atuais, as cidades agora compartilham a responsabilidade pela recuperação.

“Temos o privilégio de promover a recuperação e, quem sabe, transformar o local em uma área verde de lazer para a população”, disse.

Conforme estipulado no acordo judicial, a Prefeitura de Timóteo será encarregada de realizar as obras, enquanto Coronel Fabriciano terá a responsabilidade pelo monitoramento e manutenção ambiental da área indefinidamente. A expectativa é que, com a recuperação, o espaço deixe de ser um passivo ambiental e se torne um modelo de requalificação urbana e ambiental para o Vale do Aço.

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