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Dólar sobe para R$ 5,72 com descoberta de novo coronavírus na China

Dólar sobe para R$ 5,72 com descoberta de novo coronavírus na China
© Shutterstock

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar apresentou uma estabilidade na maior parte da sessão desta sexta-feira (21), caminhando para encerrar a semana com pouca oscilação. No entanto, a moeda americana fechou em alta de 0,43%, cotada a R$ 5,729 após a notícia de que cientistas descobriram um novo coronavírus com potencial pandêmico na China.

Na semana, o dólar acumulou um ganho de 0,58%, interrompendo uma sequência de sete semanas de perdas. Em contrapartida, a Bolsa de Valores caiu 0,37%, atingindo 127.128 pontos, com as ações das Lojas Renner caindo 14,00% após anúncio de lucro no quarto trimestre abaixo das expectativas do mercado.

Pela manhã, o dólar apresentava uma leve alta, mas registrou baixas após declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre equilíbrio fiscal e do diretor de política monetária do Banco Central, Nilton David, sobre a inflação no país. Contudo, por volta das 15h, houve uma reversão, e a moeda americada consolidou sua alta.

Analistas afirmam que a nova cepa do coronavírus pode gerar incertezas que afetam não apenas o mercado local, mas também os globais. “Essa descoberta impactou os mercados financeiros, e o dólar foi visto como uma reserva de valor em tempos de incerteza”, explicou Patricia Krause, economista chefe da Coface.

Com o dólar mais valorizado, investidores mudam sua percepção de risco, migrando para ativos considerados mais seguros, como a moeda norte-americana. O economista Marcos Moreira ressaltou que, neste momento, o mercado está cauteloso e aguarda mais informações para avaliar o impacto real dessa nova variante.

Além disso, sinais de compromisso fiscal por parte do governo brasileiro podem ajudar a reduzir as preocupações do mercado e estabilizar o dólar. Na análise do economista Alison Correia, se não houver erros de comunicação ou falhas nas estratégias fiscais, a tendência é que o dólar permaneça em patamares mais baixos, contanto que a situação macroeconômica se mantenha estável.

O cenário internacional também repercute, com os investidores observando atentamente as incertezas geopolíticas e planos tarifários dos Estados Unidos, além da recente alta das tensões comerciais com a China.

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