No dia 20 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo “não consegue controlar” os preços dos alimentos “do dia para a noite”, mas garantiu que há esforços em andamento para diminuir os custos no Brasil. Lula foi questionado sobre o preço de alimentos como ovos e café, e enfatizou a intenção de baixar os preços de todos os produtos alimentares.
Durante uma entrevista à Rádio Tupi FM, Lula mencionou que o Brasil “se tornou quase um supermercado do mundo” e que a alta nos preços internos não deve ser justificada pelas exportações. “Eu sei que o ovo está caro. Quando me disseram que está R$ 40 a caixa com 30 ovos, é um absurdo mesmo. Vamos ter que fazer uma reunião com os atacadistas para saber como podemos trazer isso para baixo”, disse ele.
O presidente observou que o fato de os produtos serem vendidos em dólar não deve refletir diretamente nos preços do mercado interno. Ele também fez referência à carne, cujo preço ele acredita que está em queda, afirmando que “o povo vai voltar a comer sua picanha, costela ou o pedaço de carne que quiser”.
Lula reiterou sua confiança de que os preços podem ser reduzidos, fazendo com que voltem a ser acessíveis para os trabalhadores. Ele atribuiu a recente instabilidade dos preços a condições climáticas adversas e a eventos como a greve de gripe aviária nos Estados Unidos, que levaram o país a importar ovos do Brasil.
Além disso, Lula reiterou a expectativa de um crescimento econômico de 3,8% para o Brasil em 2024, desafiando previsões mais pessimistas de analistas financeiros. Ele afirmou que a inflação está “razoavelmente controlada” e que, no ano passado, o Brasil teve um déficit fiscal “quase zero”.
O presidente finalizou dizendo que muitos pensavam que a economia não iria crescer, mas o país superou expectativas com um crescimento três vezes maior do que o previsto. O crescimento deve ser transferido aos trabalhadores através do aumento do salário mínimo nas próximas anos.







